Fertirrigação com bombas helicoidais

Fertirrigação com bombas helicoidais: o que garante a precisão no manejo de dejetos e fluidos abrasivos

Sumário

Veja como aplicar fertirrigação com bombas helicoidais para transportar dejetos e efluentes abrasivos sem colocar a produção em risco

A fertirrigação com bombas helicoidais tem se tornado a escolha de engenheiros e gestores que lidam diariamente com dejetos e efluentes abrasivos no ambiente industrial e agropecuário. Afinal, quando o fluido bombeado carrega sólidos, areia ou material corrosivo, qualquer solução genérica de bombeamento vira um problema de manutenção recorrente.

Para quem responde pela operação, a pergunta não deve ser apenas sobre a bomba escolhida funcionar ou não, mas também sobre ela continuar funcionando por um longo prazo diariamente, mesmo com um fluido abrasivo passando por dentro dela. 

E é exatamente essa continuidade, característica inseparável das bombas helicoidais, que este conteúdo se propõe a apresentar e explicar.

Fertirrigação é o processo de aplicar fertilizantes, dejetos tratados ou efluentes diretamente pelo sistema de irrigação, distribuindo nutrientes junto com a água de forma uniforme na lavoura, por exemplo.

O ganho para quem o utiliza é conhecido: uso mais racional do insumo, menos desperdício e aplicação mais homogênea no solo. Mas o detalhe que costuma ser deixado de lado é que nem todo fluido de fertirrigação é “água com nutriente dissolvido”. Ocorre que, em operações de pecuária intensiva, saneamento e agroindústria, o que passa pela tubulação é dejeto animal, lodo, efluente com sólidos em suspensão ou material com partículas abrasivas, e isso muda completamente a escolha de qual bomba deve ser usada.

Diferente de bombas centrífugas comuns, que perdem eficiência e desgastam rapidamente quando o fluido tem viscosidade alta ou carrega sólidos, o princípio de deslocamento positivo da bomba helicoidal foi projetado justamente para lidar com fluidos densos, abrasivos e com sólidos em suspensão. 

Esse é um tipo de bomba amplamente adotado na pecuária, inclusive, justamente por permitir o transporte seguro de dejetos animais e o bombeamento eficiente de efluentes para sistemas de tratamento ou armazenamento.

Na prática, isso significa:

  • Transporte de dejetos de criações (suínos, bovinos, aves) sem entupimento constante da linha;
  • Bombeamento de efluentes com sólidos para tanques de tratamento ou biodigestores;
  • Aplicação de fertirrigação em lavouras que recebem o efluente já tratado, com vazão estável mesmo variando a densidade do fluido;
  • Remoção de resíduos semissólidos em processos industriais e agroindustriais, sem parar a linha para desentupir.

Ter a bomba certa resolve metade do problema. Mas a outra metade é operacional, e é aí que muitas paradas não planejadas acontecem. 

Estes são alguns pontos que fazem diferença real na rotina de quem opera e que, portanto, precisam ser do seu conhecimento:

Bombas de deslocamento positivo, como as helicoidais, mantêm a vazão mais estável mesmo quando a viscosidade do dejeto varia ao longo do dia.

E isso é decisivo para que a dosagem que a fertirrigação exige seja feita corretamente.

A tecnologia empregada nas bombas helicoidais permite que o rotor, o estator e as vedações cumpram seus papéis por longos períodos sem que sofram danos, uma vez que possuem resistência à abrasão.

Logo, a frequência de troca dessas peças é reduzida consideravelmente.

Sendo possível, esse tipo de processo deve ser realizado. Com um simples objetivo: evitar que sólidos maiores cheguem ao equipamento e acelerem o desgaste.

Mesmo com a tecnologia empregada, a longo prazo a abrasão pode surgir na bomba, sendo o estator e o rotor as peças que mais sofrerão com esse fator.

A dica para quem opera o equipamento é simples: adotar uma rotina de inspeção, pois a manutenção preventiva, se necessária, evita a parada não programada.

A maior causa de parada prolongada não é a falha em si, mas a falta da peça certa na hora certa.

Por isso, este é outro ponto que merece atenção, sendo imprescindível que, no momento da compra ou mesmo antes dela, seja checada a disponibilidade de peças junto ao fornecedor. 

E, vale reforçar: a fertirrigação com bombas helicoidais só entrega a precisão prometida quando os cuidados de manutenção preventiva realmente fazem parte da rotina. Eles não são um “extra”, mas sim as iniciativas que garantem que o investimento no equipamento certo realmente se traduza em menos parada e menos retrabalho.

Por fim, é válido frisar que trocar a bomba centrífuga por uma bomba helicoidal muda a lógica de manutenção, e isso precisa chegar até quem opera no chão de fábrica ou no campo, e não só até quem decide a compra. 

E isso é necessário pelo fato de que equipes acostumadas com o primeiro modelo tendem a aplicar a mesma rotina de manutenção a um equipamento com princípio de funcionamento diferente, o que acelera o desgaste desnecessário.

Um plano de manutenção bem documentado, com intervalos claros de inspeção do rotor/estator e critérios objetivos para troca de peça, de todo modo, evita que a decisão fique na experiência individual de um técnico e reduz a dependência de uma única pessoa para identificar quando algo está saindo do padrão.

Ou seja: trata-se de um documento que precisa existir e ser disponibilizado para todos!

Fluidos abrasivos, dejetos ou efluentes sólidos não se adaptam a bombas genéricas, e é por isso que operações de saneamento, agro e indústria que lidam com esse tipo de material têm migrado para equipamentos projetados especificamente para essa realidade. 

A Helibombas trabalha com bombas helicoidais, anfíbias e submersas, e aeradores voltados justamente para esses cenários, oferecendo não só o melhor equipamento, mas também o melhor suporte técnico para a sua operação.

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