Conheça os principais pontos que devem ser observados para obter economia de energia em sua operação.
O dimensionamento correto das bombas de transferência de fluidos é um fator determinante para a eficiência em diversas operações, sendo que ignorar esse aspecto técnico no projeto de instalação de um sistema de bombeamento pode comprometer o orçamento e a longevidade dos equipamentos.
Muitos gestores, por sinal, encaram a bomba como uma peça simples, quando na verdade ela deve ser tratada como o coração de um sistema dinâmico. Afinal, quando a escolha é feita sem considerar as reais necessidades de cada operação, o desperdício de eletricidade se torna inevitável.
A seguir, entenda mais sobre esse assunto e sobre o que fazer para utilizar esse equipamento sem receio da conta de energia.
A importância dessa tecnologia em diversas indústrias e operações
A movimentação de líquidos é uma necessidade presente em praticamente qualquer linha de produção, desde a pequena propriedade rural até os grandes complexos petroquímicos. Em cada um desses setores, o equipamento de bombeamento desempenha um papel fundamental para garantir que o processo produtivo não sofra interrupções, mas a aplicação correta vai muito além da simples transferência de A para B.
No setor agrícola, por exemplo, o bombeamento de água para irrigação exige sistemas que suportem grandes variações de carga e distâncias elevadas: se o equipamento instalado for subdimensionado, precisará operar acima de sua capacidade nominal para atingir a pressão necessária, o que degrada o motor rapidamente. E, se for superdimensionado, o consumo elétrico será excessivo para o trabalho realizado, gerando uma fatura de energia que afeta negativamente a margem de lucro.
Já na indústria química e alimentícia, o desafio é ainda maior, considerando que, nestes ambientes, a bomba precisa lidar com fluidos que possuem viscosidades, temperaturas e níveis de corrosividade distintos.
Uma bomba que não foi projetada para a natureza do fluido que transporta, seja ele um óleo vegetal denso ou um reagente químico agressivo, sofrerá com atritos internos desnecessários. Isso obriga o motor a exercer um torque muito superior ao que seria exigido se o conjunto estivesse perfeitamente ajustado às características da substância.
Estes são alguns exemplos de áreas onde essa escolha impacta diretamente a produtividade, com as respectivas aplicações:
- Mineração: para movimentação de polpas abrasivas que exigem robustez extrema;
- Indústria sucroenergética: para transferência de caldos e leveduras que demandam controle de cisalhamento;
- Tratamento de efluentes: para movimentação de lodos que exigem equipamentos preparados para sólidos em suspensão;
- Saneamento: para abastecimento de cidades que exige confiabilidade de longo prazo para evitar falhas no fornecimento.
A relevância do dimensionamento correto das bombas de transferência de fluidos na eficiência energética
Quando o dimensionamento correto das bombas de transferência de fluidos é executado, estes equipamentos passam a trabalhar dentro de uma faixa de operação onde a energia elétrica é convertida em movimento hidráulico com a menor perda possível. Por outro lado, fora dessa faixa, ocorre um aumento drástico na geração de calor e vibração, o que significa que boa parte da energia que você paga está sendo desperdiçada.
Para que a redução de custos seja real e duradoura, a análise técnica realizada deve ser rigorosa, a começar por evitar o erro mais comum, que é adquirir um equipamento baseado apenas na vazão de pico, sem considerar o comportamento do sistema ao longo do tempo. Isso porque quando uma bomba é escolhida apenas pela capacidade máxima, ela raramente trabalha no seu ponto ideal de rendimento.
Para evitar esse desvio, é preciso observar os 4 pontos a seguir:
1. Curvas de desempenho
Nunca compre uma bomba sem analisar as curvas de performance fornecidas pelo fabricante.
O ponto de operação do seu sistema (que é o cruzamento da curva da bomba com a curva de resistência do sistema em si) deve estar o mais próximo possível do BEP (em português, Ponto de Melhor Eficiência).
2. Perdas de carga na tubulação
O cálculo deve considerar o diâmetro da tubulação, a quantidade de curvas e válvulas e a altura manométrica.
Lembrando que projetos de tubulação mal elaborados obrigam a bomba a lutar contra uma resistência desnecessária.
3. Uso de inversores de frequência
Em operações onde a vazão não é constante, a instalação de um inversor de frequência é a forma mais eficaz de ajustar o motor à necessidade real daquele momento, evitando que a bomba force um fluxo desnecessário.
4. Manutenção de peças de desgaste
Rotores desgastados ou com folgas aumentam o reciclo interno de fluido dentro da carcaça, o que faz com que a bomba precise girar mais para entregar a mesma quantidade de água.
Outro fator essencial para evitar desperdícios é a qualidade dos componentes, pois bombas que utilizam materiais de baixa qualidade sofrem deformações internas após pouco tempo de uso. Essas deformações alteram a hidrodinâmica original da peça, forçando o motor a um esforço cada vez maior para manter o mesmo volume de transferência.
Optar por fabricantes que garantem alta precisão na construção mecânica e que oferecem peças originais de reposição é, portanto, uma estratégia de longo prazo para manter o consumo elétrico controlado.
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