uso correto de aeradores

Como o uso correto de aeradores pode evitar maus odores e melhorar a qualidade da água

Sumário

Presente em inúmeros processos, esse tipo de equipamento apresenta grandes vantagens

O uso correto de aeradores é uma estratégia fundamental para garantir a saúde de ecossistemas aquáticos e a eficiência de diversos processos industriais. Afinal, ao promover a transferência de oxigênio para a massa líquida, esses dispositivos não apenas sustentam a vida que ali existe, mas também atuam como agentes purificadores, combatendo a degradação da matéria orgânica que gera poluição.

É comum que existam algumas dúvidas sobre o seu uso, bem como sobre as vantagens que ele oferece especificamente para a água na qual atua.

E se você busca respostas a este respeito, principalmente para se certificar de que a compra de um aerador para o seu negócio é uma iniciativa inteligente, acabou de encontrar o conteúdo certo!

Para compreender detalhadamente como o uso correto de um aerador favorece a água, no que diz respeito à qualidade e ao odor da mesma, é importante lembrarmos de que tipo de equipamento estamos falando.

Ocorre que os aeradores são equipamentos mecânicos projetados basicamente para aumentar o contato entre o ar e a água. Eles operam através de diferentes princípios, como a injeção de ar comprimido no fundo de tanques ou a agitação superficial, que cria turbulência e quebra a tensão superficial do líquido, facilitando a absorção de oxigênio.

A finalidade principal é, por sinal, manter níveis adequados deste elemento indispensável para processos biológicos e químicos, sendo que, sem a aeração adequada, a água torna-se um ambiente anóxico (sem oxigênio), o que compromete severamente sua qualidade.

E onde, exatamente, os aeradores podem ser usados?

Estes são alguns exemplos de locais e contextos:

No tratamento biológico, como no processo de lodos ativados, microrganismos aeróbios são responsáveis por “comer” a carga poluidora. 

Para que essas bactérias trabalhem de forma eficiente, elas precisam de um suprimento constante de oxigênio fornecido por aeradores de fundo ou de superfície.

Já em corpos d’água urbanos que sofrem com o excesso de nutrientes, a instalação de sistemas de aeração ajuda a reverter o estado de degradação, devolvendo a clareza à água e restaurando a biodiversidade local.

Agora, focando especificamente no título deste conteúdo, devemos partir da premissa de que a relação entre a falta de oxigênio e o mau cheiro é direta. 

Quando um corpo d’água não possui oxigenação suficiente, a decomposição da matéria orgânica passa a ser realizada por bactérias anaeróbias. E esse processo, conhecido como putrefação, resulta na liberação de gases voláteis e extremamente desagradáveis, como o gás sulfídrico, que possui cheiro de ovo podre, e a amônia.

Ao implementar o uso correto de aeradores, o ambiente é transformado e as seguintes melhorias se tornam perceptíveis:

  1. Oxidação química e biológica: O oxigênio introduzido reage com compostos orgânicos e inorgânicos, fazendo com que as bactérias aeróbias, muito mais eficientes e rápidas que as anaeróbias, degradem a sujeira sem produzir gases fétidos. O subproduto principal desse processo é o dióxido de carbono, que é inodoro.
  2. Eliminação de gases tóxicos: a turbulência causada pelos aeradores promove o fenômeno chamado de arraste. Nel, gases acumulados no fundo, como o metano e o próprio gás sulfídrico, são forçados a sair da água e se dispersar na atmosfera antes que alcancem concentrações críticas;
  3. Redução da DBO: a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) é um indicador de poluição, devendo sempre estar o mais baixo possível. Quanto mais eficiente for a aeração, mais rápido os microrganismos reduzem a carga orgânica, melhorando os índices de pureza da água, evitando a turbidez e, consequentemente, deixando esse indicador menor.
  4. Circulação da água: os aeradores não apenas oxigenam, mas também movimentam a água. Isso, por sua vez, evita a estratificação térmica e química, impedindo que “zonas mortas” sem oxigênio se formem no fundo dos tanques.

Além da eliminação de odores, a correta oxigenação traz benefícios econômicos e operacionais significativos. 

Em sistemas de tratamento, por exemplo, a aeração eficiente reduz o tempo necessário para que o efluente atinja os padrões de descarte exigidos pela legislação ambiental. Enquanto que na piscicultura permite uma maior densidade de estocagem, aumentando a produtividade por metro quadrado.

Isso porque sistemas que operam com aeradores bem dimensionados consomem menos energia para entregar a mesma quantidade de oxigênio, reduzindo os custos operacionais e a pegada de carbono da atividade.

Em resumo, seja evitando o desconforto de maus odores ou garantindo a sobrevivência de espécies em criadouros, a aeração é o “pulmão” de diversos sistemas e processos. Investir no equipamento adequado, portanto, é a principal iniciativa para obter resultados rápidos e constantes em sua operação.

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